No dia 20/09 (terça-feira) estreia no Cine Odeon o curta-metragem Transbaixada. Com objetivo de promover a discussão acerca de questões de gênero e sexualidade e mostrar as histórias das transsexuais da Baixada Fluminense, o projeto faz parte de uma série de 12 curtas metragens vencedoras do edital Elipse e parte deles serão adquiridos pelo Canal Brasil após exibição. O evento é gratuito e está previsto para começar a partir das 18h, sujeito a lotação.

Aléssia Almeida participa do curta Transbaixada. Foto: divulgação

Aléssia Almeida participa do curta Transbaixada. Foto: divulgação

Ao longo dos quase 15 minutos de filme, o documentário propõe um pequeno mergulho no universo trans na Baixada, e apresenta a experiência de 3 transgêneros dentro de um ambiente onde existe pouco conhecimento e respeito em volta das questões que acercam o universo de travetis e transexuais.

As histórias reais de Kakau Ferreira, de São João de Meriti, que atua como pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, sendo a primeira trans a se formar com nome social no estado do Rio; Aléssia Almeida, uma ex-prostituta, moradora de Duque de Caxias; e Julyanna Barbosa, de Nova Iguaçu, a funkeira atende pelo sugestivo nome artístico de Mulher Banana.

“Acredito que o preconceito é uma falta de conhecimento. Quando você conhece, você passa a respeitar mais. E quando você respeita a pessoa, esse preconceito diminui. O filme conta histórias de pessoas reais, que vivem a transexualidade dentro da Baixada. Eu posso escrever um livro inteiro sobre essas pessoas. Mas não será tão poderoso quanto o depoimento de alguém que vive desse modo 24h por dia”, defende Renan Collier, diretor do curta.

Dados preocupantes

Em níveis mundiais, o Brasil é um dos países que mais mata transgêneros no planeta: entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registrados 604 assassinatos. Segundo o Grupo Gay da Bahia, no Brasil, a cada 27 horas um crime de ódio é cometido contra LGBT’s. Nessas estatísticas, os transexuais representam 37% da fatia de violentados, o segundo grupo mais afetado, atrás apenas dos gays. Apesar das altas taxas, o governo ainda não coleta dados oficiais sobre esses casos de violência contra homossexuais.